quarta-feira, 31 de março de 2010

Lenda da Maria Alva pés de cabra (Marialva)


Existia há muitos anos na aldeia que hoje se chama Marialva uma lindíssima rapariga que a todos encantava com a sua beleza, mas que ao mesmo tempo intrigava porque só usava saias a arrastar. Como era linda, claro que todos os rapazes queriam casar com ela, mas a todos respondia com agrado e simpatia, que só casaria com um rapaz que fizesse os sapatos à medida do seu pé.


Havia na aldeia um sapateiro de nome Baltazar como era muito manhoso combinou com a criada, de colocar farinha no chão do quarto, para assim ficarem as marcas dos pés de Maria Alva. E tudo correu como eles planearam, pela manhã quando Maria Alva se levantou, e saiu para dar o seu passeio, a criada chamou Baltazar e os dois contemplaram as marcas dos pés da belíssima Maria Alva. Baltazar em vez de ir para sua casa fazer os sapatos para a Maria Alva foi para a rua e apregoando dizia:


- Maria Alva tem corpo de gente e pés de cabra! Maria Alva tem corpo de gente e pés de cabra!


Maria Alva ouviu aquilo subiu à torre do seu palácio e perguntou:


- Ó Baltazar a quantos te vais gabar?


- A quantos vir e encontrar. Respondeu ele.


Maria Alva não quis ouvir mais nada subiu ao cimo da torre e de lá se atirou morrendo instantaneamente.


E assim a aldeia herdou o seu lindo nome que hoje tem de “Marialva”.

Lenda de Longroiva

Em tempos muito recuados, vivia em Longroiva um fidalgo muito poderoso, D. Ramiro Alvar. Este trazia preocupados seus amigos, pois havia chegado aos 30 anos, sem arranjar noiva. Não era raro receber convites para visitar os castelos limítrofes, mas voltava sempre desolado. Um certo dia num dos seus passeios acavalo encontrou uma jovem aldeã, de nome Rosa, que impressionado pela sua beleza e morar, logo lhe propõe casamento. Este realizou-se poucos meses depois. A jovem aldeã, inteligente como era, depressa aprendeu as boas maneiras da nobreza. Todavia, passados dois anos a guerra chama D. Ramiro, que se vê obrigado a separar-se da jovem esposa. Certo dia e no ardor da luta, salva a vida a um fidalgo aventureiro, D. Gonçalo. Este de tal maneira se insinuou perante aquele, que D. Ramiro lhe permitiu que convalescesse no seu castelo. O jovem fidalgo aventureiro, trovador e galanteador, em breve se enamora da esposa daquele que foi o seu melhor amigo, paixão que lhe é retribuída.

D. Gonçalo esqueceu-se de tudo, pensa ver chegado o momento de assegurar o seu triunfo: Fez querer a sua anfitriã, que D. Ramiro havia falecido na guerra. Ante a infausta noticia, a Castela determina um luto serrado e prolongado no castelo, retirando-se durante um ano para os seus aposentos. Mas, aquele período de tristeza inicial passou, e em breve sente a falta do seu companheiro, bem-falante e trovador que entretanto havia permanecido no castelo. Convencida da morte do marido, a Castela resolve então ser esposa de D. Gonçalo.

Os esponsais são realizados no castelo no meio de grande alegria e festim. Os convidados riam e dançavam. Perante a estupefacção geral, alguém segredou que havia chegado ao castelo de D. Ramiro Alvar que é entretanto anunciado pelo mestre-de-cerimónias ao fundo do salão. De imediato se trava ali um feroz duelo, que termina com a morte de D. Gonçalo. A jovem, emocionada pede igualmente a morte, mas D. Ramiro dispõe-se a perdoar. Todavia sentindo-se uma mulher desonrada, resolve abandonar o castelo e habitar a sua antiga cabana, no bosque, sob uma rigorosa penitência, o resto da sua vida.


Lenda da vila de Meda



A Meda a séculos atrás chamava-se vale da aldeia a cerca de 2km de distância da actual vila de Meda. Esta mudança surgiu quando um tufão de formigas gigantes rebentou no Vale da Aldeia. Então foi quando a primeira família se mudou par ajunto do morro onde se construía a primeira casa com o nome de Quinta do Medo. Então o resto das outras famílias começaram também abandonar as suas casas no vale da aldeia. Refugiando-se nas cavernas do morro onde também guardavam os cereais. No morro construíram uma capela de Santa Barbara. Que acerca de 85 anos foi destruída por estar muito degradada dando lugar a existente Torre do Relógio. Foi então que se começaram a construir as casas em volta do morro mudando assim o nome de Quinta do Medo para Meda.


Meda recebeu foral de Vila em 1 de Junho de 1519. Lenda desenvolvida pela tradição oral.